Testo Yonqui
O corpo torna-se campo político de experimentação, expondo os mecanismos que regulam gênero e desejo. A escrita articula teoria e experiência como gesto de resistência às formas biopolíticas de controle da subjetividade.
Testo Yonqui é um ensaio corporal que narra a autoexperimentação de Paul B. Preciado com testosterona sintética, utilizando o próprio corpo como laboratório para analisar o regime “farmacopornográfico” contemporâneo. O autor descreve como a tecnologia, o gênero e a sexualidade são geridos politicamente por meio de hormônios e pornografia, desconstruindo a ideia de identidades naturais. A obra intercala teoria política, memórias e relatos sexuais, servindo como um manual de resistência molecular contra o controle biopolítico da subjetividade.