Linguagens, conceitos e metáforas que adotamos para nos referirmos à inteligência artificial moldam o que conseguimos imaginar num mundo cada vez mais mediado por grandes modelos de linguagem — e moldam, também, os futuros que seremos capazes de ensaiar. O que emerge agora das narrativas sobre uso e desenvolvimento da IA influencia a imaginação do que somos capazes de ser, de criar, e como disputar futuros. E o que circula hoje se estreitou em dois roteiros: a IA como ameaça existencial ou como solução para tudo. Entre o medo e a promessa, sobra pouco espaço para imaginar. Toriba insiste no repertório humano como ponto de partida: as palavras e as histórias, as pessoas por trás do código, a comunidade e a política que amparam seu desenvolvimento. Com uma pesquisa qualitativa de discursos e imaginários, realizada em parceria com a Ipsos, escutamos lideranças e especialistas de múltiplos setores para estabelecer a base sobre a qual vamos reimaginar, e depois contar, histórias de futuros que ainda não circulam.