“Aníbal Quijano. Textos de Fundación”
A colonialidade do poder é apresentada como estrutura persistente que organiza raça, trabalho e conhecimento. A proposta de desprendimento aponta para a ruptura com as ficções da modernidade e a abertura de outros horizontes de existência.
O livro intitulado “Aníbal Quijano. Textos de fundación”, organizado por Zulma Palermo e Pablo Quintero, é uma coletânea de ensaios fundamentais do sociólogo peruano Aníbal Quijano. A obra apresenta o conceito central da “colonialidade do poder”, argumentando que, embora o colonialismo político tenha sido amplamente derrotado, as estruturas de dominação racial e cultural estabelecidas na colonização da América continuam a moldar o poder mundial capitalista e a subjetividade moderna. Os textos exploram como a ideia de “raça” foi um instrumento de classificação social inventado para legitimar a exploração do trabalho e como o eurocentrismo distorce a percepção da história e da identidade latino-americana. O livro propõe o “desprendimento” das ficções da modernidade e o “giro decolonial” como caminhos para a libertação dessas hierarquias.