“Antes, o mundo não existia”
Memória ancestral emerge como prática de resistência diante da racionalidade utilitarista. O sonho é reposicionado como fonte de conhecimento, conectando humanos, natureza e continuidade da vida.
Ailton Krenak reflete sobre a resistência da memória ancestral indígena frente ao avanço tecnológico e à visão utilitarista do Ocidente. Ele descreve o sonho como uma fonte de conhecimento sagrado que conecta os povos aos fundadores do mundo e à criação contínua da vida. O autor diferencia a “história” datada e arquivada em museus da “memória” viva, que entende a natureza como parente e não como recurso. Ao final, Krenak defende a preservação dessa herança espiritual para garantir a sobrevivência da humanidade.