“Practices for Transitions in a Time Between Worlds”
O presente se configura como intervalo instável entre o que colapsa e o que ainda não emergiu. Nesse cenário, a atenção se volta para sinais frágeis de futuro já existentes, sustentando a transição como prática ativa de cuidado.
A introdução deste suplemento apresenta práticas para navegar em um período de transição denominado “tempo entre mundos”, onde sistemas antigos colapsam e novos ainda não emergiram inteiramente. As autoras sugerem que, em vez de um roteiro fixo, é necessário cultivar capacidades e investigações que abram caminhos para um futuro melhor e mais regenerativo. O texto destaca que as crises atuais, embora gerem fatalismo, também revelam as engrenagens ocultas de sistemas construídos pela modernidade e pelo capitalismo tardio. Assim, o trabalho da Fundação Joseph Rowntree foca em nutrir “glimmers” de alternativas futuras que já existem no presente, promovendo uma mudança de consciência e de visão de mundo. O objetivo final é equipar indivíduos e coletivos para “hospiciar” o que está morrendo e atuar como uma geração de transição que constrói o novo a partir do que resta do velho.