“Riscar pontos, firmar força e alumbrar sonhos ancestrais”
Colonialismo surge não como evento encerrado, mas como força ativa de violência. Em resposta, o texto convoca a criação de mundos sustentados por saberes ancestrais, onde memória e tempo espiral operam como práticas de resistência e continuidade da vida.
O artigo de Luiz Rufino discute a persistência do colonialismo como um evento inacabado que promove a violência sistemática e o desmantelamento de comunidades. Diante desse cenário, o autor propõe a invenção de novos seres e a sustentação de outros mundos baseados em saberes ancestrais, na escuta da terra e em experiências comunitárias. A reflexão critica a captura moderna do tempo linear, sugerindo o reconhecimento do tempo espiralado e da memória como lugares de invenção e resistência. Na educação, defende-se uma prática de cura e cuidado, valorizando o brincar e o corpo contra a lógica empresarial e a escolarização catequizadora. Por fim, Rufino convoca o campo do design a imaginar e praticar rituais de vida que considerem a espiritualidade e a ancestralidade como forças de batalha política e manutenção da existência.