“Seeing the Unseen”
A relação com o tempo é deslocada ao propor a alfabetização em futuros como prática que acolhe a incerteza. Em vez de previsibilidade, emerge uma maturidade capaz de sustentar o não saber como espaço de criação.
O livro “Seeing the Unseen”, prefaciado por Riel Miller, explora o impacto da alfabetização em futuros (Futures Literacy) por meio de 20 relatos pessoais e inspiradores. A obra propõe uma mudança na relação humana com o tempo, desafiando a ilusão de controle e a tentativa de “colonizar” o futuro. Miller argumenta que ser alfabetizado em futuros permite lidar melhor com a incerteza, a emergência e o “não-saber”, integrando a intencionalidade do planejamento com a abertura para o novo. O texto critica estruturas hierárquicas e deterministas que buscam a conformidade, defendendo, em vez disso, uma maturidade que valoriza a diversidade de percepções temporais. Assim, a alfabetização em futuros é apresentada como uma competência capaz de reduzir a dissonância cognitiva e o medo, promovendo uma existência mais conectada com a fluidez do presente.